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Reprodução mediúnica da gravura de Antonio de Aquino e modificada posteriormente por computador. 



BIOGRAFIA DE ANTONIO DE AQUINO

Itália - Século XVII

Cidade de Pisa. Este foi o berço de nosso querido Antonio de Aquino.

Bem pouco, infelizmente, se sabe sobre sua vida. Filho de abastada família, muito cedo tornou-se órfão de pai e mãe. Sozinho, já mais adulto, entrou para a vida religiosa, filiando-se a um convento, onde, no seu próprio dizer, fora recebido por esmola.

Tornou-se um conhecido pregador de sua época, mas sua pregação não foi em um lugar determinado, fixo. Quando sentiu que esse seu momento havia chegado, saiu a pregar por toda a Europa.

Como sua pregação era reconhecida pelo seu amor e sinceridade, passou a ser o pregador dos grandes senhores. Assim, ele pregava nos castelos dos ricos.

Acontece que em suas andanças, começou a observar que havia muita dificuldade e pobreza no mundo. Concluiu, então, que o verdadeiro Evangelho não poderia se limitar à pregação; era necessária a dinâmica da modificação interior, que levaria à divisão das posses ou pelo menos à distribuição da riqueza de modo a diminuir o flagelo de alguns. Assim, conseguiu montar, em um castelo em ruínas, que lhe foi cedido, um pequeno núcleo onde atendia aos necessitados da região. Era um núcleo de assistência social, tal como vemos modernamente.

Além de minimizar as dificuldades e as dores daqueles pobres, Antonio de Aquino lhes pregava o Evangelho do Senhor, o verdadeiro Evangelho, aquele que nos leva a mudanças interiores.

Diz-nos ele, até hoje: "É o nosso trabalho igual àquele que realizaram os seguidores de Cristo".
É assim que ele vem buscando abrir os olhos dos mais sensíveis.

Essa sua escolha de ser divulgador do verdadeiro Cristianismo não agradou à Igreja da época, que pregava o antievangelho, atendendo mais aos interesses dos ricos do que aos do Cristo.

Antonio de Aquino, o pregador, sacrificara-se pela verdade. Seu mérito perante o Pai lhe fechara a porta perante os homens. Por isso, tornou-se alvo de acusações falsas. Foi chamado herege, sofreu apodo e foi cruelmente desprezado, vindo a desencarnar, cego, com esse estigma de herege.

Na desencarnação, encontrou ele a liberdade de cultuar a verdade cristã, que foi sua meta, durante toda a vida. É desse modo que o vemos até hoje trabalhando por essa verdade.

Certamente, por sua experiência em trabalhos junto à pobreza e à sociedade e por seu imenso amor, é ele o espírito responsável pela evolução social no Brasil, estando ligado a movimentos sociais.

Assim, quando o Centro Espírita Léon Denis começou seu processo de definição de trabalhos assistenciais, foi escolhido o Espírito Antonio de Aquino para patrono desse serviço, exatamente por ser sua característica de trabalho a atuação nesse setor e pelo seu interesse pela evolução da sociedade no Brasil.

Antonio de Aquino é um espírito extremamente preocupado com a pobreza e com a dor, ou melhor, com o alívio dessa dor.

Que esse espírito possa ser nosso exemplo, no trabalho assistencial, de amor ao próximo, de humildade, de bondade e de verdadeiro trabalho no bem com Jesus!


Que o amor único de Deus inspire todas as almas para o bem!
Antonio de Aquino


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