Nunca será demais enfatizar a figura de Jesus em nossa casa, em nosso ambiente, na vida de relação.
Jesus, o Mestre, continua presente de forma objetiva em nosso sentimento, no meio em que vivemos, mostrando-nos, verdadeiramente, como agir diante das necessidades modernas. Aliás, de todos os tempos.
As maiores necessidades do homem estão no campo moral.
As atividades materiais, todas elas, são superadas em sua época, no tempo próprio, com o aprimoramento da mente humana.
Os homens souberam lutar contra a fome, contra o frio, contra as adversidades do ambiente e através de muitos séculos, eles vêm melhorando a qualidade de vida a tal ponto que, se observam curas verdadeiramente fabulosas no campo da doença física, e cidades que ostentam patamares de vida que orgulham a mente de qualquer povo, de qualquer humanidade. Entretanto, as necessidades morais continuam andando em passo lento.
Como em sua época, hoje Jesus fala aos nossos corações, combatendo a indiferença moral, o desajuste interior, a falta de equilíbrio, a ausência de amor, o egoísmo, o orgulho.
Se é verdade que estamos a pouco e pouco nos transformando, essa transformação é tão lenta, quase que imperceptível, de um ponto de vista coletivo. Por isso, Jesus continua junto a todos nós, tentando corrigir-nos os graves defeitos morais.
A sociedade humana precisa conhecê-lo, mas também, precisa ter a coragem suficiente para determinar-se no processo de transformação interna.
Observando a figura de Jesus, muitos hão de dizer: qual a sua força?
Vale mais ter um excelente salário no mês, um poder aquisitivo crescente, força física ou beleza para ganhar-se mais, sempre no sentido das necessidades físicas, das necessidades do corpo. E pouco se vem dando atenção às necessidades morais. Por isso, Jesus é o Mestre do sentimento, não é o mestre que atende às forças externas.
Se os pais elegessem como forma de educação moral, a prioridade maior, os filhos, provavelmente, teríamos uma sociedade melhor, uma sociedade mais transformada. Entretanto, vê-se que os pais que tanta atenção dão a formação intelectual e de trabalho para os seus filhos, não trabalham com a mesma intensidade o campo da transformação interior.
Quantas vezes vemos na mediunidade criaturas interessadas em psicografar, em falar, em transmitir mensagens do plano espiritual, sem se preocuparem com a transformação moral, interna, que há de permitir a presença de espíritos mais elevados junto a si.
Por outro lado, quantas vezes as criaturas se dedicam a trabalhos espirituais os mais diversos, sem provocarem também, a renovação dos seus conceitos.
A grandeza de Jesus na Casa Espírita, mede-se pela transformação moral que ela consegue apresentar, dar e construir naqueles que a freqüentam.
Nossa instituição, em nome do amor de Deus, mas também, principalmente, em amor de Jesus, procura estimular esses sentimentos. É bem verdade, que muitos não aprendem, muitos estão a caminhar. É bem verdade que muitos não conseguem praticar o amor em plenitude, tomam dele conhecimento entretanto.
Busquemos assim, a convivência com o Mestre, começando a convivência de nosso interesse maior e cada dia, cada momento, cada ato de nossa vida, que se paute pelo amor de Jesus, para que possamos desempenhar o papel de agentes multiplicadores da bondade e do amor.
Trabalhemos meus irmãos, a nós mesmos, ajudemos ao próximo, mas não esqueçamos de nós mesmos. Lutemos pela nossa renovação, pela nossa transformação e vivamos com Jesus hoje e sempre.
Que Deus nos ajude, abençoe e nos proteja.
Antonio de Aquino.
(Mensagem Psicofonica recebida pelo Médium Altivo C. Pamphiro, no CELD, RJ, 27/09/2003)