Vida: Construção Pessoal

Que o Amor único de Deus inspire todas as nossas almas para o bem!

Dor, sofrimento, angústia... Quem já não passou por esses sofrimentos, que geralmente são agravados pela própria inquietação, pelos hábitos derrotistas, negativos, hábitos que somente destroem e não constroem o futuro de ninguém?!

O homem, geralmente, aceita a dor como uma forma de punição. Quando a dor é imposta por fatores externos, ele acredita que está sendo punido por Deus; quando em estado de tristeza íntima, pela falta cometida, ele acredita estar em estado depressivo. Quando em realidade, o que está ocorrendo é apenas a meditação, a análise, a observação do que acontece àqueles que agem erroneamente.

Quantas vezes acreditamos que os castigos serão duradouros, porque duradouras são as nossas opiniões acerca do mal! De outras vezes acreditamos, e aí já agimos com uma certa leviandade, achamos que não temos nada a pagar, a ser punido por alguma coisa que tenhamos feito de errado, e quando chega a punição ou a dor, nos dizemos injustiçados. Quando não está ocorrendo nem punição nem injustiça, estamos apenas recebendo o fruto das nossas atividades no mal, com a ausência do bem.

De outras vezes o homem não dá ao seu destino uma diretriz. Ele deixa-se levar pelas circunstâncias, sem pensar num rumo, num roteiro, num ponto a alcançar; age aproveitando as circunstâncias, o momento. Quando acontece também, em torno dele alguma coisa que o aflige, que o assusta, que o amedronta, ele diz correndo assim: "Estou sendo perseguido. O que fazer meu Deus, com esta perseguição toda?"

Ora meus irmãos, o que a Doutrina Espírita vem mostrando ao homem diariamente, é que o tempo das atitudes impensadas passou; o homem terreno está alcançando uma certa forma de maturidade espiritual, de modo que ele próprio já escolhe os seus destinos. E escolhendo o destino, o que lhe acontece contrário às suas escolhas não é punição: é a oportunidade da criatura, ela própria, meditar em torno do que está acontecendo, para ver se está na hora da modificação dos seus atos e pensamentos. Não é Deus quem nos pune: A Lei está rigidamente estabelecida e o sofrimento que decorre de qualquer ato que venhamos a fazer, é o sinal da Lei dizendo assim: "algo está errado; precisas pensar".

Há misericórdia de Deus em torno de nós; tanto é que mesmo quando erramos, ao fazermos uma prece sincera, humilde, a Deus, pedindo-lhe nova oportunidade para o nosso coração, algo acontece em nosso derredor e eis que parece que temos uma nova oportunidade. É quando o homemaprende a ser humilde; é quando o homem diz para si mesmo: "Hei de pedir perdão a alguém."

Em sua tola vaidade, o homem acredita-se o detentor de todas as coisas, de todos os conhecimentos. E a prece humilde, indica para ele como agir perante Deus, o Pai, ou seja, pedir humildemente: "abençoa-me, socorra-me, corrija-me."

Ora, estando como estamos, numa sociedade de lutas, numa sociedade ambivalente, numa sociedade, em certas horas, destrutiva - homens não tendo rumo, pessoas fazendo o mal, destruições a todas as horas. A Doutrina Espírita vem nos mostrar que não basta a fé sem raciocínio, ao contrário, a fé piegas, a fé sem pensar em Deus, não pertence àqueles que já são capazes de pensar efetivamente, em Deus como Pai.

E a Doutrina Espírita surge, junto a nós, como orientadora dos nossos atos e pensamentos, para darmos um sentido correto à nossa vida, e aí pensamos, estudamos, distribuímos felicidade a mancheias, agimos no bem, lemos, aprendemos, sentamos e perguntamos a nós mesmos: "O que eu não fiz de correto, para sofrer?" A própria Doutrina Espírita, descortinando como descortina por esses milhares de livros que estão à disposição de todos, acrescentados de valores outros em outras atividades correlatas com a Doutrina Espírita, como a Psicologia e outras formas de atendimento, vai mostrando às criaturas humanas que elas podem, pensando, descortinar uma vida melhor e agindo, podem realmente, fazer com que essa vida seja melhor.

Por isso, o nosso convite da noite: pensar e agir para ser-se feliz. Procura-se a felicidade de tantas formas. Quer-se que Deus nos ajude sem que façamos o menor esforço. Há sociedades religiosas que até mesmo prometem lugares expressivos no Plano Espiritual à custa de pagamentos, quaisquer que eles sejam e de que forma sejam; mas a Doutrina Espírita apenas declara: "a cada um segundo as suas obras". Jesus Cristo sempre com seu coração generoso e amigo, bondoso sempre nos diz: misericórdia quero!

Que Deus, os inspire a agir no bem, a caminhar, a pensar, a direcionar os próprios atos, porque a vida de cada um será realmente o resultado da ação que se tenha em mente.

Sejam felizes, mas saibam por que estão solicitando felicidade!

Ajam no bem, para serem fortes e procurem sempre a paz, porque realmente é pela paz que aplainaremos o caminho por onde trilharemos a estrada da evolução.

Que Deus nos ajude a todos. A todos abençoe e a todos conduza de volta aos seus lares, aos seus lugares de trabalho, a sua vida de relação!
Graças a Deus!

Antonio de Aquino

(Mensagem psicofônica recebida pelo médium Altivo C. Pamphiro, CELD, RJ, em 26/04/2003)