A CERTEZA DA CONTINUIDADE DA VIDA

Que o amor único de Deus inspire todas as almas para o bem!

Das notícias que o Evangelho e a Doutrina Espírita trouxeram para o homem, talvez nenhuma tenha atingido tanto, o coração dos que sofrem, quanto a transmissão da certeza da continuidade da vida após a morte.

Jesus no-lo fala claramente, e faz mais, apresenta-se, ele próprio, após o seu desencarne, a tantos e em tantos momentos, que não havia como não se pudesse crer na continuidade da vida depois de morto o corpo físico.

A Doutrina Espírita, facultando a eclosão da mediunidade, em todos os recantos da Humanidade e em todos os momentos, permitiu igualmente, que a demonstração da vida contínua, permanente, se fizesse de tal modo que a crença na imortalidade, chegasse a todos aqueles que ainda não a possuíam.

Mas, por que é que Jesus e por que é que a Doutrina Espírita tanta questão fez de mostrar a realidade da vida espiritual à Humanidade terrena? Por que será que Jesus e aqueles espíritos que trouxeram a notícia da imortalidade da alma, pela Doutrina Espírita, fizeram tanta questão de dizer que a morte não existe; a vida, contínua vida é estudo, por que isso? Justamente, porque o sentimento do amor, a noção de boa vontade que advém desta crença, o sentimento da tolerância, o amor que Jesus demonstra, o conforto, o consolo que chega às almas por conta desta crença, vale tanto, mas tanto, que os que choram, os que sofrem, avaliam muito bem o quanto vale a consolação, ao invés da horrenda crença que determina o término de tudo após a morte física.

Crer, baseado em fatos.
Crer, baseado em certeza absoluta.
Crer, porque assim, o sentimento e os sentidos o determinam.

A partir deste momento, dessas certezas, da demonstração da sobrevivência da alma, os que ficam entendem que também eles, um dia, partirão e também eles viverão, mais ainda, todos se apresentarão uns aos outros.

Por isso, Jesus o fez de modo claro, apareceu aos homens.

Por isso, a Doutrina Espírita afirma de modo não menos insofismável: a vida continua.

Os que crêem, os que têm a certeza da imortalidade da alma dirão assim: e nós também sobreviveremos.

Ora, esta convicção traz para o homem uma visão diferenciada da própria vida. Este homem fará o bem, por amor ao bem. Deixará de fazer o mal, até porque sabe que ele continuará vivendo. Praticará a caridade em todos os momentos que puder, pois sabe que assim, a Humanidade o pede. E dirá mais, dirá a todos aqueles que com eles convivem: "Venham, andemos, busquemos a paz, façamos o bem, inspiremos gestos de caridade, suportemos o mal, sustentemos o bem."

A crença pois, na imortalidade d'alma não-somente conforta os corações que tiveram perdas no campo da emoção. Diz a cada um de nós que se soubermos suportar as dores que avassalam a nossa sensibilidade, saberemos levantarmo-nos diante do mal, e dizermos corajosamente: o Cristo, este é o grande condutor dos nossos destinos, sendo Deus, o Pai nosso.

Confiados nesta certeza e acatando a paternidade divina, como sendo a paternidade que há de nos interessar em todos os momentos, sigamos adiante, dizendo sempre assim: "Tenho a certeza de que viverei, viverei para sempre em nome de Jesus."

É assim que o homem com o conhecimento da vida presente, prepara a sua própria vida futura, de modo claro, objetivo e com disposição para prosseguir lutando, amparando e sustentando a todos aqueles que ainda descrêem.

Que a bondade de Deus nos ajude nesse projeto de auxílio ao próximo, e que possamos estar sempre juntos através do bem, cantando hinos de alegria ao Senhor, cantando bênçãos para todos aqueles que assim o desejarem.

Graças a Deus meus irmãos.
Que o amor único de Deus inspire todas as almas para o bem!
Muita paz sempre. Graças a Deus.

Antonio de Aquino.

(Mensagem Psicofonica recebida pelo Médium Altivo C. Pamphiro, no CELD, RJ, 15/02/2003)