Allan Kardec ao destacar a importância dos estudos espíritas para o homem encarnado, de modo que este comece a compreender a vida espiritual, destacou por este simples fato, a importância da divulgação da Doutrina Espírita.
Doutrina
consoladora por excelência, capaz de conduzir mentes e corações
para faixas reais de elevação, a Doutrina Espírita há
de salvar o homem da angústia e do medo, após a vida terrena.
Inicialmente serão precisos os fatos contundentes, as demonstrações
vivas da continuidade da vida. Destacam-se nesse contexto as aparições
de fantasmas, os movimentos que tornam a vida complicada para alguns médiuns,
através de tantos fenômenos físicos extemporâneos.
Mas, o estudo doutrinário conduzirá o homem a perceber a continuidade da vida de modo tão natural, tão organizado, tão pacificador que todos aprenderão que a morte em verdade, é a continuidade da existência em outra dimensão.
Na medida em que formos entendendo este tipo de fenômeno, passaremos para outro fenômeno igualmente importante e igualmente estudado pela Doutrina Espírita. É o sentimento da ausência visível e ainda neste caso, a Doutrina nos explica que a saudade, a angústia que muitas vezes decorrer da ausência física, é porque também não nos acostumamos a viver sem aqueles a quem amamos por perto de nós. Mas que digo, eles estão perto, mas a carne. Ah! meus irmãos, a carne realmente, é matéria pesada que impede a criatura de sentir em plenitude a importância do pensamento, de uma idéia, de uma energia, de uma força capaz de ligar o homem a outro espírito onde ele estiver.
De qualquer modo, os sentimentos do homem começam a ser valorizados, não mais a ausência, não mais a perda, não mais o desaparecimento, mas tão-somente a continuidade da vida.
E
a perturbação que ocorre nos dois planos: encarnado e desencarnado,
como sucede? O que acontece com as almas que se despedem do corpo físico?
Tanto quanto o homem encarnado, não se acostumou a perda, a ausência
da matéria, o desencarnado recente também não sabe voar,
caminhar na direção do alto, ainda não sabe desprender-se.
Para ele este trabalho de desprendimento é realmente muito difícil,
por isso a perturbação espiritual. Mas asseguro a todos vocês,
virá o dia em que estes fenômenos serão tão comuns
aos seres encarnados ou desencarnados, que o ir para o plano espiritual e o
retornar para a matéria se constituirá de modo natural, tranqüilo,
significando apenas estágio de aprendizado, e o homem perderá
o medo de desencarnar. Tanto quanto muitos de nós espíritos, também
perderemos o medo de reencarnar e saibam vocês, há muitos espíritos
que têm medo de reencarnar. O esquecimento, a ausência dos queridos
no mundo dos espíritos, os sofrimentos materiais, assustam a muitas almas
que precisam voltar. Mas repito, dia virá em que estes fenômenos
serão tão corriqueiros que nenhum de nós se espantará
por voltar ou por vir para cá.
Continuando com o pensamento de Kardec lembremo-nos, o conhecimento nos traz
equilíbrio, o equilíbrio nos traz a experiência a ser vivida
e a experiência resultará para o espírito em grandíssima
forma de aprendizado.
Desse modo possamos dizer nos momentos em que passamos no estudo: aprendo para compreender e compreendo para viver tranqüilamente a experiência que me for dada por Deus.
Que esta bondade de Deus, este sentimento de amor ao próximo, este equilíbrio que vamos adquirindo diante da vida e da continuidade da vida, possa estar presente em nossos corações hoje e sempre.
Que Jesus Cristo nos abençoe a todos e traga a paz para todos os corações presentes.
Antonio de Aquino. Muita paz.
(Mensagem Psicofonica recebida pelo Médium Altivo C. Pamphiro, no CELD, RJ, 11/10/2003)